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Controle de Qualidade

Quando crescemos, incomodamos!
Enquanto a fabricação de sabonetes artesanais era pequena e inexpressiva; enquanto existiam poucas pessoas trabalhando com esse tipo de artesanato, de forma informal e sem qualquer estruturação, ninguém se preocupava.
Mas foi falar que sairíamos da informalidade, criaríamos um grupo para lutar pela regulamentação da fabricação dos produtos de higiene e cosméticos artesanais, criando normas e padrões legais, que tal informação começou a incomodar muita gente. Gente grande.
E quando chegamos a esse patamar, de aparecer e incomodar as pessoas, precisamos estar atentos a tudo, agir de forma uniforme, unir forças e esforços, para que não tenham o que falar sobre o trabalho desenvolvido pelo artesão de sabonete.
E uma das formas de uniformidade é a criação de um manual básico de boas práticas de fabricação até a devida regulamentação do sabonete artesanal perante a Vigilância Sanitária.
Mas por quê?
Criando normas mínimas de higiene, limpeza, produção e conservação dos produtos, teremos um padrão mínimo de qualidade que nivelará os fabricantes e agradará ao consumidor.
Atualmente, o consumidor está atento aos seus direitos e exige informação detalhada a respeito do produto que adquire para si e sua família.
Quanto à matéria-prima, é preciso verificar se o artesão está usando matéria-prima de qualidade e com registro na ANVISA e se esta matéria-prima está sendo bem conservada e estocada.
Quanto à produção, é preciso ficar atento se o artesão está seguindo padrões mínimos de qualidade e higiene, a fim de não incorrer em contaminação. Precisa haver cuidado redobrado na embalagem e informações na etiqueta: é importante indicar que o produto é artesanal, é fundamental indicar a composição e data de validade.
Muitos de vocês devem estar se questionando se já não praticam essas boas práticas de fabricação. Acredito que sim, mas é sempre bom rever todo processo de compra de material, produção e embalagem dos produtos, para que não sejam cometidos erros primários.
Esses cuidados mínimos que, particularmente gostaria que se transformassem em uma cartilha para o artesão, devem ser seguidos à risca, para que você, fabricante, não dê margem à especulação dos grandes que estão sendo incomodados.
Mais para frente, quando conseguirmos a tão falada regulamentação, iremos atender às exigências dos Centros de Vigilância Sanitária, sendo necessária a adequação às normas impostas pelo Poder Público.
Mas, se já nos organizarmos desde já, essa transição entre a informalidade e a legalidade será mais fácil e menos traumática, além de doer menos no bolso.
Assim, é fundamental que cada um de vocês tenha consciência do seu próprio papel diante do quadro que se apresenta: faça sua parte, trabalhe com dedicação e seriedade que, certamente, atingirá seus objetivos.
Só não se esqueça que você faz parte de um contexto que agora toma forma, quer reconhecimento e tratamento adequado.
Por isso, é importante sempre ter em mente que quem busca direitos, precisa cumprir com suas obrigações. E nossa obrigação é fabricar um produto de qualidade, que satisfaça o consumidor.

Fernanda Sendra

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