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por dentro da Lei Lauril - O Mito Quem já não ouviu dizer que o Lauril, aquele composto químico utilizado para produzir espuma, pode causar câncer? Pois é. Essa informação foi muito divulgada, causando um mal estar entre fabricantes e consumidores, já que, como produto cancerígeno, deveria ser retirado imediatamente da composição de xampus, sabonetes e outros produtos cosméticos e de higiene pessoal. Tudo surgiu com uma suposta consulta feita por um também suposto consumidor a um fabricante de produtos de higiene e cosméticos. Em resposta, esse tal consumidor diz que a indústria consultada apenas respondeu que “não poderiam fazer nada, pois precisam dela para produzir espuma e continuariam a usar o tal Lauril”. Com tal informação veiculada principalmente na Internet, com o envio de e-mails sobre o risco eminente com a utilização do composto químico, surgiu o mito: Lauril causa câncer! E como todo mito, a informação veiculada pela Internet também agregou outras lendas, quais sejam: Lauril foi definitivamente retirado da composição de xampus e sabonetes, foi proibida a utilização e comercialização de Lauril, entre outras. A fim de colocar um ponto final nessa lenda, a ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, formulou um parecer sobre esse tema, a seguir transcrito: - Sobre o composto químico: Estes compostos vêm sendo usado ao longo dos anos para diferentes finalidades e usos distintos a saber, banhos de espuma, cremes emolientes, cremes depilatórios, loções para mãos, xampus, dentifrícios, além de produtos saneantes (detergentes domissanitários). Este uso tem sido motivado em razão das suas propriedades detergente, molhante, espumógena, emulsificante e solubilizante. Cabe ressaltar que estas características são comuns à todos os tensoativos e não somente aos dois em questão. Ficou, então, devidamente comprovado que o Lauril não consta da lista de produtos considerados cancerígenos, como também não constam quaisquer informações técnicas e científicas sobre esse tema, sendo a sua utilização e comercialização permitida por portaria da própria Vigilância Sanitária. Fernanda Sendra |