COLEÇÃO BOSQUE DOS COGUMELOS – PÁSCOA 2026

Especialmente Artesanal, Naturalmente Encantado

Existe um tipo de beleza que não pede pressa. Ela acontece no silêncio úmido da floresta, no musgo que cobre a madeira, nos pequenos cogumelos que surgem entre flores delicadas como se guardassem segredos antigos.

A Coleção Bosque dos Cogumelos representa exatamente essa atmosfera: um jardim escondido onde o tempo desacelera, o cuidado se torna pausa e você se torna, finalmente, presente.

Inspirada na sensação de caminhar por um bosque vivo, essa coleção transforma o banho em um ritual de conexão com a natureza. A paleta em creme, verde musgo, verde oliva, vermelho e dourado traduz visualmente esse equilíbrio entre naturalidade e encanto artesanal.

A linha se desdobra em sabonetes artesanais e sabonete líquido, loção hidratante, manteiga corporal e sugar cream, além de bruma e água perfumada, sachês, difusores, home spray e vela aromática, compondo um percurso sensorial que começa no ambiente e se estende à pele, sustentando uma experiência envolvente de cuidado e calma.

A assinatura olfativa sustenta essa atmosfera com um floral verde envolvente e levemente terroso, construído com 60% Primavera, 20% White Chocolate e 20% Chá Verde. A fragrância abre luminosa e delicada, ganha frescor vegetal e se acomoda com suavidade cremosa, evocando folhas úmidas e flores discretas ao entardecer. Para as velas aromáticas, a combinação de 80% Sweet Floral e 20% Pistachio Cream adiciona calor e aconchego ao ambiente, criando um perfume que envolve sem pesar.

Nos ativos fitoterápicos, a proposta é acolhimento e proteção. O Extrato de Camomila contribui com sua ação calmante e suavizante, promovendo conforto à pele. O Óleo de Gérmen de Trigo, rico em vitaminas antioxidantes, auxilia na nutrição profunda e na melhora do aspecto da pele. A Manteiga de Karité atua na retenção da umidade e na elasticidade, ajudando a prevenir o ressecamento e fortalecendo a barreira cutânea. São escolhas que reforçam a ideia de um cuidado que respeita o ritmo natural do corpo.

Bosque dos Cogumelos é uma narrativa sensorial que convida suas clientes a desacelerar, respirar e transformar o cuidado diário em um momento de encantamento consciente.

Especialmente artesanal, naturalmente encantado — um jardim que floresce das mãos de quem cria.

Olá, Amadas!

Nesse blog quero conversar com vocês sobre um ingrediente que acompanha a humanidade há milhares de anos e que continua sendo um verdadeiro aliado quando o assunto é cuidado com a pele e os cabelos: o mel.

Mas não apenas o mel que conhecemos na alimentação.

Hoje vamos falar sobre o Extrato Glicerinado de Mel, um ingrediente extremamente interessante para formulações cosméticas, que reúne propriedades hidratantes, nutritivas e restauradoras.

Se existe uma matéria-prima que carrega tradição e eficiência comprovada, certamente é o mel.

Civilizações antigas já utilizavam esse ingrediente para cuidar da pele, tratar pequenas lesões e preservar a beleza. E não é exagero dizer que, ao longo da história, o mel foi considerado quase um presente da natureza para o cuidado do corpo.

Vamos entender por que esse extrato merece um lugar especial nas suas formulações artesanais e também no seu repertório de argumentos na hora de apresentar seus produtos para as clientes.

Porque quando conhecemos a história e os benefícios de um ingrediente, conseguimos transformar um simples cosmético em algo muito especial.

Bora lá?

DE ONDE VEM O MEL

O mel é produzido pelas abelhas a partir do néctar das flores. Durante esse processo, as abelhas coletam o néctar, transportam para a colmeia e o transformam por meio de enzimas naturais e da evaporação da água.

O resultado é essa substância dourada, viscosa e naturalmente doce que conhecemos tão bem.

Mas o que muita gente não imagina é que o mel é muito mais do que um alimento.

Ele é uma das substâncias naturais mais complexas já produzidas na natureza. Sua composição reúne açúcares naturais, vitaminas, minerais, aminoácidos e compostos antioxidantes que ajudam a explicar seus inúmeros benefícios.

E talvez o mais impressionante seja perceber que as abelhas realizam esse trabalho de forma extremamente organizada.

Uma única abelha pode visitar centenas de flores em um único dia, e são necessárias milhares de visitas para produzir pequenas quantidades de mel.

Esse trabalho coletivo faz do mel um verdadeiro símbolo de cooperação e equilíbrio na natureza. Imagina só quanta energia existe em cada gota!

COMO SURGE O EXTRATO GLICERINADO DE MEL

Na cosmética artesanal, utilizamos o Extrato Glicerinado de Mel, que é obtido por meio de um processo de extração onde o mel é combinado com glicerina vegetal.

A glicerina atua como um solvente suave, capaz de extrair e preservar os compostos ativos presentes no mel.

Esse processo resulta em um extrato rico em substâncias benéficas para a pele e para os cabelos, mantendo suas propriedades hidratantes, nutritivas e suavizantes.

Além disso, a glicerina também possui capacidade umectante, o que significa que ajuda a atrair e reter água na pele.

Ou seja, quando utilizamos o extrato glicerinado de mel em uma formulação, estamos combinando duas matérias-primas extremamente interessantes para o cuidado da pele.

COMPOSIÇÃO: POR QUE O MEL É TÃO VALORIZADO

O mel possui uma composição bastante rica.

Ele contém açúcares naturais que ajudam a manter a hidratação da pele, além de pequenas quantidades de vitaminas, minerais e compostos antioxidantes.

Esses elementos ajudam a proteger a pele contra agressões externas e contribuem para manter seu equilíbrio natural.

Outro ponto importante é que o mel possui propriedades naturalmente bactericidas e desinfetantes. Isso acontece porque sua composição cria um ambiente pouco favorável à proliferação de micro-organismos.

Essa característica fez com que, durante muitos séculos, o mel fosse utilizado como um aliado no cuidado com pequenas feridas e irritações cutâneas, passado puro, diretamente sobre a pele.

Além disso, o mel também apresenta propriedades emolientes, que ajudam a suavizar a pele, reduzindo asperezas e melhorando a textura cutânea.

Essa combinação de propriedades explica por que ele é considerado um ingrediente tão completo dentro da cosmética natural.

BENEFÍCIOS PARA A PELE

Na pele, o extrato glicerinado de mel oferece diversos benefícios.

Um dos principais é sua capacidade de hidratar profundamente. Como possui ação umectante, ele ajuda a atrair e reter a umidade na pele, contribuindo para manter uma aparência macia e confortável.

Essa característica faz com que ele seja especialmente indicado para peles secas, que costumam apresentar sensação de repuxamento e falta de viço.

Outro benefício interessante é sua ação suavizante. O extrato de mel ajuda a melhorar a textura da pele, deixando-a mais lisa e uniforme.

Sua composição também contribui para atenuar pequenas linhas e asperezas, oferecendo um aspecto mais saudável à pele.

Além disso, suas propriedades calmantes e cicatrizantes ajudam a favorecer processos de recuperação da pele, tornando esse ingrediente interessante para formulações voltadas ao cuidado diário.

BENEFÍCIOS PARA OS CABELOS

Nos cabelos, sua ação hidratante ajuda a melhorar a maciez dos fios e contribui para manter a hidratação natural da fibra capilar.

Quando incorporado em shampoos, condicionadores e máscaras capilares, ele pode ajudar a deixar os cabelos mais suaves e fáceis de pentear.

Outro ponto positivo é que o extrato de mel contribui muito para o brilho e sensação de cabelos bem cuidados.

Além disso, suas propriedades nutritivas ajudam a manter o couro cabeludo equilibrado, favorecendo um ambiente saudável para os fios.

Por isso, ele é um ingrediente bastante utilizado em formulações capilares voltadas para nutrição e hidratação.

CURIOSIDADES SOBRE O MEL

O mel possui uma história fascinante que atravessa milhares de anos.

Arqueólogos já encontraram pinturas rupestres com mais de oito mil anos representando a coleta de mel. Isso mostra que os seres humanos já reconheciam o valor desse ingrediente desde a pré-história.

No Egito Antigo, o mel era considerado um ingrediente precioso. Ele era utilizado tanto na alimentação quanto em tratamentos de beleza e até em rituais religiosos.

Alguns registros históricos indicam que o mel também era usado em preparações para cuidar da pele e preservar a aparência jovem.

Uma das histórias mais famosas envolvendo o mel vem do Egito Antigo. Diz-se que Cleópatra, conhecida por seus rituais de beleza, utilizava banhos de leite e mel para manter a pele macia e luminosa. O mel era considerado um ingrediente nobre para cuidados com a pele, justamente por sua capacidade de hidratar, suavizar e ajudar na regeneração cutânea. Esse costume atravessou os séculos e ajudou a consolidar o mel como um aliado clássico nos tratamentos de beleza naturais.

Outra curiosidade interessante está ligada às origens da apicultura. Muito antes das técnicas modernas de criação de abelhas, povos antigos já desenvolviam formas engenhosas de coletar mel sem destruir as colmeias. Registros históricos indicam que civilizações como os egípcios e os gregos utilizavam recipientes de barro e estruturas de madeira para abrigar as colônias de abelhas, permitindo a coleta do mel de forma mais sustentável. Esse conhecimento acabou se tornando a base das práticas de apicultura que conhecemos hoje.

Existe ainda um detalhe curioso sobre o trabalho das abelhas: para produzir aproximadamente um quilo de mel, uma colônia precisa visitar milhões de flores. Cada abelha coleta pequenas quantidades de néctar ao longo de muitas viagens entre as flores e a colmeia. Esse esforço coletivo impressionante mostra como a natureza funciona em perfeita cooperação, transformando algo simples como o néctar das flores em um ingrediente tão valioso. Imagina só minha senhora, quanta energia boa não existe em cada gotinha de mel!

E você sabe por que a lua de mel tem esse nome? Em algumas tradições antigas da Europa, era costume que os recém-casados consumissem uma bebida fermentada feita a partir do mel, conhecida como hidromel, durante o primeiro ciclo lunar após o casamento. Acreditava-se que essa bebida traria prosperidade, felicidade e fertilidade ao casal. Com o tempo, esse costume acabou dando origem à expressão que usamos até hoje para nos referir ao período inicial da vida a dois. Legal demais né?

POR QUE O EXTRATO DE MEL É UM DIFERENCIAL NAS SUAS CRIAÇÕES

Quando utilizamos ingredientes que possuem história, tradição e benefícios comprovados, nossos produtos ganham muito mais valor e o extrato de mel reúne exatamente essas características.

Ele possui propriedades hidratantes, suavizantes, nutritivas e cicatrizantes, além de ser um ingrediente conhecido e valorizado pelo consumidor.

Outro ponto importante é que o mel carrega um simbolismo muito positivo.

Ele é frequentemente associado a cuidado, natureza, pureza e bem-estar.

Quando essa história é bem comunicada ao cliente, o cosmético passa a representar uma experiência de cuidado. E isso faz toda a diferença para quem trabalha com cosméticos artesanais.

A natureza nos mostra todos os dias como pequenos gestos podem gerar grandes resultados.

Milhares de flores visitadas, incontáveis viagens das abelhas e um trabalho silencioso dentro da colmeia dão origem a uma das substâncias mais preciosas que conhecemos.

Que toda a riqueza do mel te inspire a transformar esse conhecimento em produtos que realmente fazem a diferença.

Beijuuuuuuuuuuuu

 

Olá, Amadas!

Hoje eu quero conversar com vocês sobre um ingrediente que muitas vezes passa despercebido nas formulações, mas que carrega uma combinação impressionante de benefícios para a pele e para os cabelos: o Óleo de Avelã.

Se você já conhece a avelã da culinária, aquele sabor delicado presente em chocolates, cremes e sobremesas famosas, talvez ainda não tenha explorado todo o potencial cosmético desse pequeno fruto.

E eu te garanto uma coisa: quando começamos a entender a composição do óleo de avelã, percebemos que ele é um verdadeiro aliado para quem deseja criar produtos equilibrados, nutritivos e extremamente agradáveis de usar.

Vou te mostrar por que esse óleo merece um espaço especial nas suas formulações e também no seu repertório de argumentos na hora de apresentar seus produtos para as clientes.

Porque quando conhecemos profundamente um ingrediente, conseguimos transformar um simples cosmético em uma verdadeira experiência.

Vamos conhecer melhor esse tesouro?

DE ONDE VEM A AVELÃ

A avelã nasce da aveleira, uma árvore conhecida cientificamente como Corylus avellana. Ela cresce principalmente em regiões de clima temperado do hemisfério norte, especialmente em países da Europa e da Ásia.

Regiões como Itália, Turquia, Espanha e França são algumas das maiores produtoras desse fruto, que há séculos faz parte da cultura alimentar e medicinal dessas populações.

A aveleira é uma árvore elegante, de porte médio, que costuma florescer no final do inverno e frutificar no outono. Seus frutos crescem protegidos por uma pequena estrutura vegetal que lembra uma capa delicada envolvendo a noz.

Dentro dessa casca está a avelã que conhecemos: pequena, aromática, rica em nutrientes e extremamente valiosa tanto na alimentação quanto na cosmética.

Aliás, um detalhe curioso é que a Turquia é responsável por grande parte da produção mundial de avelãs. Em algumas regiões do país, o cultivo desse fruto é tradição familiar passada de geração em geração.

E não é difícil entender por quê.

A avelã é considerada um alimento extremamente nutritivo e essa riqueza nutricional é exatamente o que torna o seu óleo tão interessante para os cuidados com a pele e os cabelos.

COMO O ÓLEO DE AVELÃ É EXTRAÍDO

O óleo de avelã é obtido a partir da prensagem das nozes maduras da aveleira.

No processo mais valorizado na cosmética, a prensagem a frio, as avelãs são trituradas lentamente para liberar o óleo, mantendo temperaturas baixas durante todo o processo.

Esse cuidado é fundamental, porque temperaturas altas podem degradar vitaminas e compostos ativos presentes no fruto.

Depois da prensagem, o óleo passa por uma filtragem para remover partículas sólidas, resultando em um líquido leve, de coloração dourada suave e com um aroma delicado característico.

Essa forma de extração preserva praticamente intacta a composição nutricional do fruto, garantindo que o óleo mantenha suas propriedades cosméticas completas.

COMPOSIÇÃO: POR QUE O ÓLEO DE AVELÃ FUNCIONA TÃO BEM

Quando analisamos a composição do óleo de avelã, entendemos rapidamente por que ele é tão valorizado.

Ele é naturalmente rico em vitamina E, um dos antioxidantes mais importantes para a proteção da pele. Essa vitamina ajuda a combater os radicais livres, moléculas instáveis que aceleram o envelhecimento cutâneo.

Além disso, o óleo de avelã contém quantidades significativas de vitamina C, que participa da produção de colágeno, e também vitaminas do complexo B (como B1, B2 e B6) que possuem propriedades calmantes e anti-inflamatórias.

Outro componente importante é o ácido oleico, também conhecido como ômega 9. Esse ácido graxo ajuda a fortalecer a barreira natural da pele e contribui para manter a hidratação por mais tempo.

Essa combinação de vitaminas, antioxidantes e ácidos graxos faz com que o óleo de avelã seja extremamente eficiente para nutrir, proteger e equilibrar a pele.

E talvez uma das características mais interessantes desse óleo seja o seu comportamento sensorial.

Ele é leve, tem ótima absorção e não costuma deixar sensação pesada, algo que faz muita diferença na experiência final do cosmético.

BENEFÍCIOS PARA A PELE

Na pele, o óleo de avelã se destaca principalmente pela sua capacidade de hidratar e equilibrar.

Ele atua como um emoliente natural, ajudando a manter a água na pele e evitando a perda de hidratação ao longo do dia. Isso resulta em uma pele mais macia, confortável e com aparência saudável.

Outra característica interessante é a sua leve ação adstringente. Diferente de muitos óleos vegetais que são indicados apenas para peles secas, o óleo de avelã consegue equilibrar a oleosidade sem ressecar.

Por isso, ele costuma funcionar muito bem em peles normais e até em peles levemente oleosas.

Sua composição também favorece a melhora da elasticidade da pele, ajudando a manter a firmeza e contribuindo para reduzir a aparência de linhas finas ao longo do tempo.

As vitaminas do complexo B presentes no óleo ainda oferecem propriedades calmantes, que podem ajudar a suavizar irritações cutâneas.

Por esse motivo, ele também costuma ser utilizado em formulações voltadas para peles sensíveis ou com tendência a dermatites e eczemas.

É um óleo equilibrado, versátil e extremamente agradável na aplicação.

BENEFÍCIOS PARA OS CABELOS

Nos cabelos, o óleo de avelã também apresenta resultados muito interessantes.

Sua textura leve permite que ele penetre com facilidade na fibra capilar e no couro cabeludo, levando nutrientes importantes para a estrutura dos fios.

Esse processo ajuda a melhorar a hidratação natural dos cabelos e contribui para deixá-los mais macios e maleáveis.

Outro benefício importante é a capacidade de selar levemente as cutículas capilares.

Quando as cutículas estão alinhadas, os fios refletem mais luz e isso resulta em cabelos mais brilhantes e com aparência saudável.

O óleo também ajuda a controlar o frizz e melhora a penteabilidade, facilitando o cuidado diário com os cabelos.

E graças à presença de antioxidantes, ele ainda oferece uma proteção adicional contra agressões externas como poluição, calor de secadores e exposição ao sol.

ONDE USAR O ÓLEO DE AVELÃ NAS SUAS FORMULAÇÕES

Uma das grandes vantagens do óleo de avelã é sua versatilidade.

Por possuir uma textura leve e uma absorção rápida, ele pode ser utilizado em uma grande variedade de produtos cosméticos.

Em cremes hidratantes faciais e corporais, ele contribui para uma hidratação equilibrada e confortável.

Em loções corporais, melhora a espalhabilidade e deixa um toque sedoso na pele.

Nos cuidados capilares, ele funciona muito bem em shampoos, condicionadores, máscaras e finalizadores, ajudando a nutrir os fios sem pesar.

Também pode ser utilizado em óleos de massagem, séruns faciais, sabonetes líquidos e sabonetes em barra.

É um ingrediente que se integra facilmente às formulações e melhora a experiência sensorial do produto final.

LENDAS SOBRE A AVELEIRA

Trazer histórias e curiosidades sobre um ingrediente pode transformar completamente a forma como o cliente percebe um produto.

E a avelã tem algumas histórias bem interessantes.

Nas tradições nórdicas e celtas, a aveleira era considerada uma árvore associada à sabedoria e ao conhecimento. Uma das lendas mais conhecidas conta que, no início dos tempos, existia um lago sagrado cercado por nove aveleiras mágicas. Essas árvores produziam frutos especiais que caíam na água e eram consumidos por peixes considerados guardiões da sabedoria.

Dizia-se que cada avelã que caía no lago carregava consigo todo o conhecimento do mundo. Quando os peixes se alimentavam desses frutos, absorviam essa sabedoria. Por isso, na tradição celta, capturar um desses peixes era visto como uma forma simbólica de adquirir entendimento profundo sobre a natureza e sobre a vida.

Essa história atravessou gerações e ajudou a consolidar a imagem da aveleira como uma árvore ligada à inteligência, à inspiração e à criatividade.

Outra tradição europeia antiga conta que a madeira da aveleira era utilizada por viajantes e agricultores como uma espécie de instrumento de orientação. Ramos da árvore eram usados como varas para encontrar água subterrânea ou identificar áreas férteis.

Durante séculos, acreditou-se que a aveleira possuía uma ligação especial com a terra e com as forças naturais que sustentam a vida. Por isso, em algumas regiões da Europa, plantar uma aveleira próxima à casa era visto como um símbolo de proteção, prosperidade e equilíbrio.

Uma outra curiosidade interessante é que a avelã já era consumida pelos seres humanos há milhares de anos. Arqueólogos encontraram grandes quantidades de cascas de avelã em sítios pré-históricos na Europa, indicando que esse fruto fazia parte da alimentação humana muito antes do início da agricultura organizada.

Outro fato curioso é que a aveleira é uma das primeiras árvores a florescer no final do inverno. Enquanto muitas plantas ainda estão adormecidas, ela já começa a produzir seus delicados amentilhos, aquelas pequenas estruturas alongadas que liberam pólen. Em algumas culturas europeias, esse florescimento precoce sempre foi visto como um sinal da chegada da primavera.

POR QUE O ÓLEO DE AVELÃ É UM DIFERENCIAL NAS SUAS CRIAÇÕES

Quando pensamos em desenvolver produtos artesanais com valor agregado, escolher bons ingredientes faz toda a diferença.

O óleo de avelã reúne características muito interessantes: possui composição rica, excelente sensorial, ótima compatibilidade com diferentes tipos de pele e cabelos e ainda carrega uma história cultural que pode enriquecer o storytelling do produto.

Além disso, é um ingrediente que o consumidor associa facilmente a cuidado e nutrição, já que a avelã é conhecida e apreciada em várias áreas da gastronomia e da cosmética.

Quando você inclui esse óleo em uma formulação e comunica bem seus benefícios, o produto ganha mais valor aos olhos do cliente.

E isso é algo muito importante para quem trabalha com cosméticos artesanais: transformar ingredientes em conhecimento, e conhecimento em experiência.

Porque no final das contas, não estamos vendendo só um produto, no nosso universo artesanal nós vendemos também história e transformação.

A natureza tem uma forma curiosa de nos ensinar: às vezes, os maiores tesouros estão escondidos dentro de pequenos frutos.

Que você se inspire nessas informações e revele, pelas suas criações o melhor que existe em cada ingrediente.

Beijuuuuuuuuuuu

 

Vela Aromática Bolo de Pote de Chocolate

Materiais necessários:

Pré-Produção

Produção: Chantilly

Produção: Vela

Combinações das essências para velas:

Materiais de apoio:

 

Modo de fazer:

Pré-Produção: Chocolates

Em uma panela esmaltada ou de alumínio, coloque a parafina de soja e leve à fonte de calor até que ela derreta completamente. Quando estiver totalmente líquida, retire a panela da fonte de calor para iniciar a etapa de coloração. Com a parafina ainda quente, comece a adicionar os corantes aos poucos, misturando bem a cada adição. Esse processo é importante para que os corantes derretam e se incorporem totalmente, evitando pontos ou manchas de cor na vela.

Para criar o tom de chocolate, inicie com o corante marrom. Misture bem, é normal perceber que a tonalidade pode ficar levemente acinzentada no início. Em seguida, acrescente uma pequena quantidade de vermelho e misture novamente. Depois, adicione um pouco de corante laranja para aquecer o tom. Caso queira um chocolate mais escuro, como chocolate belga ou dark, finalize ajustando a cor com uma pequena quantidade de corante preto. Caso seja necessário leve a fonte de calor, esse processo é feito com a parafina líquida e em temperatura mais quente.
Uma dica importante é testar a cor antes de finalizar. Para isso, coloque uma pequena quantidade da parafina colorida sobre uma superfície branca, como um prato ou azulejo. Assim, será possível visualizar melhor a tonalidade real e fazer os ajustes necessários.

A cor chocolate exige paciência, vá adicionando os corantes gradualmente, sempre misturando bem e testando, até alcançar o tom desejado.

Com a tonalidade desejada já alcançada, aguarde a temperatura da parafina baixar um pouco antes de adicionar a essência abaixo de 60°C Esse cuidado é importante para preservar as propriedades aromáticas da fragrância, misture bem, em seguida, preencha as formas dos chocolates que deseja utilizar como decoração com a parafina derretida e aguarde até que esfriem completamente antes de desenformar.

Repita o processo até utilizar toda a parafina da panela. Caso precise reaquecer, aqueça levemente o suficiente para mantê-la fluida, sem ultrapassar a temperatura ideal.

Produção: Chantilly

Em uma panela esmaltada ou de alumínio, coloque a cera de coco e leve à fonte de calor até que derreta completamente. Em seguida, retire da fonte de calor e realize o mesmo processo de coloração da etapa anterior, adicionando o corante aos poucos e misturando bem até alcançar o tom desejado.

Quando a temperatura da cera estiver abaixo de 55 °C, adicione a essência e misture bem para que ela se incorpore completamente. Depois, transfira a mistura para uma bacia e comece a bater com um fuet. Deixe esfriar um pouco e, em seguida, espatule as laterais da bacia e bata novamente com o fuet. À medida que a cera vai esfriando, você continua mexendo e espatulando, ela começa a ganhar consistência. Quanto mais você mistura, mais encorpada e aerada a textura ficará.

Observe também a tonalidade nesse momento, pois o chantilly tende a clarear conforme esfria. Caso seja necessário, corrija a cor adicionando pequenas quantidades de corante líquido, misturando bem até atingir o tom desejado.

Assim que a mistura alcançar a textura de chantilly, transfira para uma manga de confeitar com o bico já posicionado e reserve para a etapa de aplicação.

Produção: Vela

Pegue o recipiente que será utilizado para a vela e meça a altura de cera em pó que deseja colocar. Em seguida, retire essa quantidade e transfira para um bowl ou recipiente de vidro. Adicione então a essência para velas e misture bem. Esse passo ajuda a umedecer levemente a cera, facilitando a incorporação do corante.

Depois disso, acrescente aos poucos os corantes em pó, misturando bem até alcançar um tom de chocolate que deseja. Faça esse processo aos poucos, sempre misturando bem entre uma adição e outra de corante. É importante utilizar a menor quantidade possível de corante, pois ele é bastante concentrado e pequenas quantidades já são suficientes para colorir a cera.

Montagem:

Pegue o recipiente que será utilizado para a vela e posicione o pavio no centro, fixando-o com o auxílio do adesivo para pavio. Em seguida, despeje a cera em pó no recipiente e nivele bem a superfície para que fique uniforme.

Depois, pegue o chantilly que estava reservado, já colocado na manga de confeitar com bico pitanga, e aplique-o no recipiente ao redor do pavio, formando a decoração da vela.

Para finalizar, selecione os chocolates decorativos preparados anteriormente. Você pode parti-los ao meio ou utilizar pedaços menores, conforme desejar. Em seguida, posicione-os delicadamente sobre o chantilly, criando um acabamento bem suculento para a vela.

Está pronta sua Vela Aromática Bolo de Pote de Chocolate!

 

COLEÇÃO CHOCOLATE SPA 2026

Onde o Prazer Encontra o Cuidado

Algumas experiências não nascem de tendências. Nascem de tradição.

A Coleção Chocolate Spa 2026 nasce inspirada nas grandes chocolaterias clássicas. Aquelas de fachada imponente, madeira escura, vitrines organizadas com precisão quase cerimonial e uma iluminação quente que transforma cada detalhe em contemplação.

Ambientes onde o chocolate não é impulso: é experiência. É legado. E é dessa atmosfera que surge esta coleção.

Aqui, o chocolate deixa de ser apenas um ato de prazer e assume uma dimensão mais elevada. Ele se torna ativo terapêutico, matéria-prima nobre, um instrumento de cuidado. O prazer pelo chocolate permanece, mas amadurece e ganha profundidade.

O viés Spa não está apenas no nome — está na construção da fórmula, na escolha criteriosa dos ativos, na união entre aromaterapia e fitoterapia e na intenção de transformar o banho em um ritual restaurador.

A coleção se estrutura em três leituras olfativas e terapêuticas, inspiradas nos grandes perfis do chocolate.

A linha Chocolate ao Leite representa a cremosidade clássica. Sua construção aromática equilibra 80% Leite de Amêndoas com 20% Chocolate, criando uma fragrância elegante, suave e envolvente. Na formulação, o Extrato de Mel oferece hidratação profunda e ação suavizante para peles secas; o Óleo de Amêndoas promove maciez e elasticidade; e a Manteiga de Cacau, rica em antioxidantes, reforça a nutrição e auxilia na proteção contra o envelhecimento precoce. Nas velas aromáticas, a combinação de 90% Chocolate Belga e Rum com 10% Caramelo cria uma ambientação quente e sofisticada, evocando a atmosfera de uma chocolateria tradicional.

Já a linha Chocolate Belga e Rum traduz maturidade e estrutura. A combinação de 80% Cedro com 20% Chocolate Belga e Rum entrega profundidade amadeirada e presença marcante, equilibrando doçura e sobriedade. O Extrato de Jaborandi atua como estimulante e purificante, especialmente interessante para peles oleosas; o Óleo de Avelã contribui com firmeza, regeneração e elasticidade; enquanto a Manteiga de Cacau complementa com nutrição e proteção antioxidante. Para as velas a assinatura de 70% Chocolate Belga e Rum com 30% Coconut equilibra intensidade e cremosidade com refinamento.

E por fim, a linha Dark Chocolate é a expressão máxima da intensidade. A união de 50% Dark Chocolate com 50% Whisky Escocês constrói uma fragrância adulta, profunda e sofisticada. O Extrato de Avelã oferece ação antioxidante e revitalizante para peles secas; o Óleo de Castanha do Pará, rico em ácidos graxos e antioxidantes naturais, promove nutrição intensa, vitalidade e elasticidade; e a Manteiga de Cacau reforça a proteção e o cuidado cutâneo. Nas velas aromáticas, 70% Chocolate Belga e Rum combinados a 30% Canela Spicy criam uma atmosfera quente, envolvente e memorável.

O portfólio de produtos artesanais da Chocolate Spa 2026 amplia essa experiência em múltiplas camadas: difusores de ambiente, home spray, sabonetes hidratantes, sabonete líquido, sabonete jelly, sabonete de colher, pasta esfoliante, sérum, máscara facial, bath bombs, vela de massagem e velas aromáticas. Um ritual que começa no perfume dos ambientes da casa e se estende ao corpo, elevando o banho a um ritual de cuidado.

O chocolate, aqui, é diferencial técnico e argumento de valor agregado.

É oportunidade de apresentar ao cliente algo que transcende o presente comum e se transforma em experiência memorável.

Que você explore cada linha, cada formulação e cada conceito, descobrindo o potencial que existe quando prazer e cuidado se encontram!

 

Olá, amadas.

Senta aqui um pouquinho.

Eu sei que você está com a cabeça fervendo de ideias para a Páscoa. Kit, lembrancinha, lançamento, combinações de essências, embalagem… mas, antes de qualquer produto nascer, eu quero te convidar a fazer uma coisa diferente: entender profundamente o que você está usando como inspiração.

Porque conhecer a trajetória do chocolate não é só cultura geral. É munição de storytelling. É argumento de valor. É conteúdo para post, para tag explicativa, para rótulo, para vitrine, para vídeo. É aquela camada extra que transforma um simples produto em experiência.

Se você quer vender mais na Páscoa, precisa contar melhor as histórias sobre aquilo que você cria. Isso é essencial.

Então hoje eu vou te levar em uma viagem. E prometo: quando a gente terminar, você nunca mais vai olhar para o chocolate e para as suas criações “chocolatudas” do mesmo jeito.

E então, bora comigo?

A INCRÍVEL HISTÓRIA DO CHOCOLATE

Vamos começar voltando muitos séculos no tempo.

Muito antes dos ovos embalados e dos coelhinhos, o cacau já era considerado sagrado. Povos da Mesoamérica, como olmecas, maias e astecas, já cultivavam e utilizavam o cacau muito antes da chegada dos europeus.

Eles não consumiam chocolate como a gente conhece hoje. Nada de barras doces. O que existia era uma bebida espessa, amarga, feita da semente torrada do cacau misturada com água e especiarias. Entre os maias, essa bebida era chamada de “xocolatl”.

E aqui começa algo que eu quero que você guarde: o cacau era ritual.

Era usado em cerimônias religiosas, celebrações importantes e até como moeda de troca. Sim, moeda. Sementes de cacau tinham valor econômico real.

Entre os astecas, existia a crença de que o cacau era um presente do deus Quetzalcóatl à humanidade. Um presente divino. Por isso, durante muito tempo, o consumo era restrito à nobreza e aos guerreiros.

Percebe o peso simbólico disso?

O chocolate nasce como algo sagrado, raro e poderoso.

Quando Hernán Cortés chegou ao território asteca no século XVI, ele levou o cacau para a Espanha e apresentou à corte de Carlos V. Na Europa, a bebida ganhou açúcar e especiarias, tornando-se mais palatável ao gosto europeu.

Durante muito tempo, o chocolate foi um artigo de luxo, consumido apenas pelos mais ricos.

A grande virada aconteceu no século XIX, com avanços industriais que transformaram completamente a forma de produção. A criação da prensa de cacau permitiu separar a manteiga do pó, melhorando textura e versatilidade de uso. E, em 1875, o suíço Daniel Peter, com a colaboração de Henri Nestlé (sim! aquela marca mesmo que a senhora pensou), desenvolveu o chocolate ao leite.

A partir daí, o chocolate se popularizou definitivamente.

Mas agora eu quero que você entenda outra coisa. E aqui entra CIÊNCIA.

POR QUE AS PESSOAS SÃO TÃO APAIXONADAS POR CHOCOLATE?

Não é só cultural. É neuroquímico.

O chocolate estimula a liberação de dopamina, neurotransmissor ligado à sensação de recompensa e prazer. Ele também influencia a serotonina, associada ao bem-estar emocional. Além disso, contém teobromina e pequenas quantidades de cafeína, que promovem leve estímulo e sensação de energia.

Existe ainda a presença de feniletilamina, substância relacionada à sensação de euforia e ao estado de “apaixonamento”.

Ou seja: o chocolate ativa prazer biológico real.

Agora junta isso com memória afetiva.

Infância. Páscoa. Presente. Carinho. Celebração.

Você entende o poder que isso tem na construção do desejo?

Não é à toa que o chocolate movimenta bilhões de dólares por ano no mundo. Países como Suíça, Alemanha e Bélgica são referências globais. O Brasil é um dos maiores produtores de cacau do planeta e tem um mercado interno fortíssimo, principalmente na Páscoa.

Marcas como Lacta, Nestlé, Garoto e Kopenhagen ajudaram a consolidar o chocolate como parte da cultura brasileira.

Mas eu quero que você preste atenção aqui: enquanto a indústria vende volume, o artesanal vende significado.

E é aí que você se diferencia.

O PODER DO CACAU NOS COSMÉTICOS CRIATIVOS

No nosso universo cosmético, o cacau também é extremamente relevante. A manteiga de cacau é rica em ácidos graxos como oleico, esteárico e palmítico, que formam uma barreira protetora sobre a pele, reduzindo a perda de água e aumentando a hidratação.

Além disso, o cacau é fonte de polifenóis e flavonoides, compostos antioxidantes que ajudam a combater radicais livres e contribuem para a prevenção do envelhecimento precoce.

Possui ação nutritiva e emoliente, favorecendo a sensação de conforto em peles ressecadas.

Percebe a diferença entre dizer “tem cheirinho de chocolate e hidrata bastante” e explicar todo o mecanismo de ação do seu produto e os benefícios que ele pode proporcionar à pele?

Quando você entende isso, você se posiciona como profissional.

E agora eu volto ao ponto inicial: Páscoa.

Se você vai trabalhar o conceito do chocolate em linhas temáticas ou kits especiais, não se limite ao óbvio. Use essa história. Use esses dados. Use a ciência. Transforme informação em argumento.

Coloque uma frase sobre a bebida dos deuses em uma tag. Fale sobre antioxidantes na descrição do produto. Conte a origem sagrada em um post. Mostre que seu produto não é apenas cheiro — é experiência.

O cliente percebe quando há profundidade. E profundidade gera valor.

Então, nesta Páscoa, eu quero te desafiar: vá além do óbvio. Use essa história a seu favor. Enriqueça sua comunicação. Crie materiais que encantem. Transforme informação em valor percebido.

Porque, quando você entende o que está por trás do ingrediente, você eleva o seu produto.

Agora eu quero propor um desafio para você.

Escolha pelo menos uma dessas informações, a origem sagrada, a parte neurocientífica ou os benefícios do cacau para a pele e transforme isso em conteúdo na sua comunicação de Páscoa.

Pode ser um post, um carrossel, uma tag, um rótulo, um story explicativo… mas use essa história de verdade. Vá além do “cheirinho de chocolate”. Construa argumento. Construa valor.

E, quando você fizer isso, marque o meu Instagram. Eu faço questão de ver.

Nada me dá mais orgulho do que ver uma aluna aplicando conhecimento com estratégia, criatividade e consciência. Professor vive para isso.

E aqui nos comentários eu quero saber: como você imagina usar essas informações na sua linha criativa? Vai trazer a bebida dos deuses? Vai explorar o lado científico? Vai trabalhar o apelo emocional?

Me conta. Porque ideia boa, quando compartilhada, inspira outras mulheres a crescer também.

E eu quero ver você crescer, com repertório, posicionamento e autoridade.

Beijuuuuuuu

Peter Paiva

 

Sabonete Trufa de Chocolate com Recheio de Maracujá

Materiais necessários:
Pré-Produção: Recheio de maracujá

Produção: Trufa de chocolate

Materiais de apoio:

 

Modo de fazer:

Pré-Produção: Recheio de Maracujá

Sobre uma base de corte, pique a base glicerinada branca em cubos e coloque-os em uma panela esmaltada. Leve a fonte de calor até que a base esteja completamente derretida. Em seguida retire da fonte de calor adicione o óleo de coco de babaçu, tampe a panela e deixe esfriar até atingir uma temperatura confortável ao toque das mãos.

Acrescente a essência, o lauril e o extrato, misturando bem. Em seguida, adicione aos poucos gotas dos pigmentos amarelo e laranja até alcançar o tom desejado. Transfira a mistura para uma bacia e mexa com o auxílio de uma espátula até que comece a ganhar mais consistência. Raspe bem as laterais da bacia. Conforme a base vai esfriando, ela começa a endurecer continue mexendo até atingir o ponto ideal para modelar.

Quando estiver firme o suficiente para enrolar, coloque as luvas ou borrife álcool nas mãos e modele as bolinhas do recheio, coloque sobre um plástico e reserve.

Produção: Trufa de chocolate

Sobre uma base de corte, pique a base glicerinada branca em cubos e coloque-os em uma panela esmaltada. Leve a fonte de calor até que a base esteja completamente derretida. Em seguida retire da fonte de calor, adicione a manteiga de cacau, tampe a panela e deixe esfriar até atingir uma temperatura confortável ao toque das mãos.

Acrescente a essência, o lauril, o extrato e cacau em pó até obter o tom desejado, misture bem. Transfira uma parte da base para uma bacia e reserve um pouco desta base na panela, ela será utilizada no final para dar o “banho” de chocolate na trufa.

Com o auxílio da espátula, mexa bem a base que está na bacia até atingir uma textura mais cremosa e consistente. Coloque as luvas ou borrife álcool nas mãos. Em seguida, pegue o recheio de maracujá que estava reservado e envolva delicadamente com a massa de chocolate, modelando a trufa.
Coloque sobre um plástico e aguarde até que fique mais firme.
Depois de finalizar todas as trufas com essa primeira camada, utilize a base que está reservada na panela, caso esteja muito grossa aqueça levemente, para dar um banho de acabamento. Aguarde secar completamente e, para finalizar, passe as trufas no cacau em pó.

Espere esfriar e depois, acomode a trufa de sabonete em uma forminha de doce ou em uma embalagem de acetato para valorizar ainda mais seu produto.

Validade: 6 meses

Modo de usar:
Passe o sabonete sobre a pele molhada, massageando gentilmente em movimentos circulares. Deixe agir por alguns minutos em seguida enxágue completamente com água morna. Repita a aplicação se necessário

CONHEÇA O CONCEITO SHABBY CHIC

O romantismo “imperfeito” que transforma desgaste em beleza

Se você está acompanhando essa série sobre conceitos, sabe que estamos cumprindo o que prometemos: sair da teoria e mergulhar, conceito por conceito, até que você seja capaz de identificar, diferenciar e acima de tudo, explorar os conceitos.

No blog anterior, conhecemos o conceito Provençal — falamos da região de Provence, dos campos de lavanda, da naturalidade elegante, da simplicidade e de toda a sua sofisticação.

Hoje vamos falar de um conceito que muitas vezes é confundido com o provençal, mas que entrega uma sensação completamente diferente: o Shabby Chic.

E antes de continuar, se você ainda não leu o texto sobre Provençal, volte lá e leia com atenção. Ele vai te ajudar a perceber as diferenças sutis (e importantes) entre os dois estilos.

 

Clique aqui e leia o Blog “Conheça o Conceito Provençal

 

Porque embora ambos dialoguem com romantismo e delicadeza, o território emocional é outro e esse exercício de diferenciar um do outro vai te capacitar a fazer isso com outros conceitos e ser sempre certeira.

Bora lá?!

O que é Shabby Chic?

Shabby Chic é um estilo que combina romantismo, delicadeza e uma estética propositalmente desgastada. A palavra “shabby” significa algo como gasto, envelhecido. “Chic” traz elegância.

Ou seja: elegância no desgaste.

É a arte de transformar o antigo em charme. De olhar para o que tem marcas do tempo e enxergar beleza!

Mas atenção: é desgaste intencional. Não é desleixo, ou seja, o shabby chic tem uma imperfeição controlada.

Se o Provençal nasce da natureza e do campo, o Shabby Chic nasce da memória, do interior das casas antigas, das rendas herdadas da família, das louças delicadas com pequenas marcas de uso.

Ele é mais intimista. Mais emocional.

De onde surgiu o estilo?

Embora tenha inspiração no romantismo europeu e nas casas de campo inglesas, o estilo Shabby Chic foi popularizado na década de 1990 pela designer britânica Rachel Ashwell.

Ela reinterpretou móveis antigos, tecidos florais e peças com pátina e levou essa estética para os Estados Unidos, especialmente para a Califórnia, criando a marca Shabby Chic.

Perceba que aqui está uma diferença fundamental: enquanto o Provençal é um território geográfico real e histórico, o Shabby Chic é uma releitura contemporânea de elementos vintage europeus.

Ele é uma curadoria estética. Uma composição que mistura romantismo, desgaste e leveza.

A diferença essencial entre Provençal e Shabby Chic

É muito importante que você compreenda isso para não misturar conceitos.

O Provençal transmite campo, natureza, luz mediterrânea, ervas e flores frescas.

O Shabby Chic transmite casa antiga, renda delicada, pintura descascada, memória afetiva e romantismo nostálgico.

O Provençal é mais natural e fresco. O Shabby Chic é mais vintage e emocional.

O Provençal respira paisagem. O Shabby Chic respira interior e aconchego.

Essa distinção muda tudo na hora de criar.

O que o Shabby Chic transmite?

Ele transmite delicadeza, feminilidade, nostalgia, suavidade e um romantismo maduro. Não é infantil, não é cor-de-rosa vibrante, não é exagerado. É um romantismo neutro, equilibrado.

Ele fala de cartas escritas à mão, de flores secas guardadas em livros, de louças antigas, de móveis brancos com pátina. É o estilo da sensibilidade.

Se fosse uma pessoa, seria alguém calmo, sereno, que valoriza detalhes, que gosta de ambientes claros, que ama peças com história e que enxerga beleza nas pequenas imperfeições.

Quem compra esse estilo?

O público do Shabby Chic costuma ser apaixonado por romantismo vintage. É comum encontrá-lo em casamentos delicados, lembrancinhas afetivas, lojas de decoração com atmosfera acolhedora, papelarias finas, cafeterias estilo cottage e ateliês.

É um público que ama estética, que fotografa, que valoriza apresentação.

Ahhhh, e quando falamos dos tempos de hoje, saiba que o Shabby Chic é muito mais “instagramável” que o Provençal. Ele é, de uma forma muito delicada, extremamente cenográfico e isso se dá, principalmente, pelo fato de mesmo sendo sereno, calmo e delicado, ele é muito rico em detalhes.

DA IDEIA AO PRODUTO: TRANSFORMANDO SHABBY CHIC EM LINHA

Agora vamos aplicar tudo isso de forma prática.

Cores

A paleta Shabby Chic trabalha com tons suaves, claros e levemente envelhecidos.

Branco quebrado, off-white, rosê delicado, nude, bege claro, rosa antigo, cinza suave, lavanda pálida e azul acinzentado.

Nada vibrante. Nada saturado. Nada neon.

O segredo aqui é o aspecto “empoeirado”. A cor parece levemente apagada, como se tivesse passado pelo desgaste do tempo. O romantismo vem da combinação, não do exagero.

Fragrâncias

Aqui entra a parte sensorial que diferencia muito do Provençal.

No Shabby Chic, as fragrâncias são mais florais delicadas e atalcadas. Rosa suave, peônia, flor de algodão, jasmim leve, baunilha branca, musk delicado.

Não é herbal intenso. Não é campo fresco.

É perfume que lembra roupa limpa, quarto claro, flor recém-colocada em vaso antigo.

A construção olfativa precisa ser suave, feminina e confortável. Uma fragrância que parece abraçar, mas aquele abraço suave, que não aperta, um abraço com elegância.

Texturas e acabamento

No Shabby Chic, o acabamento, no geral, sempre sugere um leve desgaste visual: rótulos com fundo levemente texturizado, impressão que lembra papel  de carta antigo, moldes com detalhes delicados.

Mas cuidado: desgaste não é erro técnico. É um desgaste leve, bonito, quase proposital, precisa ser harmônico. Quer um exemplo? Uma pátina em uma cômoda de madeira faz perfeitamente essa alusão ao desgaste do tempo, já uma cadeira de metal completamente enferrujada não faz! Entendeu a diferença?

A estética é vintage, mas o acabamento é profissional.

Elementos decorativos

Rendas delicadas, fitas de algodão, barbantes finos, pequenos laços, flores secas claras e tags com tipografia cursiva ajudam a construir essa atmosfera.

Sempre com equilíbrio pois o excesso transforma romantismo em exagero.

Embalagens

Vidros transparentes, texturizados, frascos com tampa metálica branca ou dourado suave, caixas claras, papel texturizado.

A embalagem deve parecer delicada e antiga, limpa e organizada.

Nada de plástico vibrante. Nada brilhante demais. Combinado?

Tom de voz na comunicação

A comunicação Shabby Chic é poética e acolhedora, logo os textos e falas que comunicam algo nesse estilo devem evocar sentimentos, memória e delicadeza.

Evite termos muito técnicos ou agressivos. Prefira frases suaves que convidem.

Na fotografia, prefira fundos brancos desgastados, madeira clara com pátina, louças antigas, flores suaves, tecidos de renda.

O produto deve parecer, sim, um elemento de foco, mas que faz parte de um cenário romântico, um cenário quase tão lindo quanto o produto.

Sugestões de nomes para linhas

Algumas sugestões coerentes com o conceito:

Jardim Secreto
Rosas & Memórias
Encanto Vintage
Casa das Flores
Doces Lembranças
Suspiro de Peônia
Branco & Rosé

Perceba que todos evocam sentimento, não apenas fragrância.

Erros comuns ao trabalhar o Shabby Chic

Quando falamos de Shabby Chic, é muito fácil escorregar. Justamente porque ele é um conceito delicado, muitas artesãs acabam confundindo delicadeza com infantilidade. E esse é o primeiro grande erro.

Shabby Chic não é estilo menina. Não é excesso de rosa, não é laço exagerado, não é produto que parece lembrancinha de aniversário infantil. Ele é romântico, sim — mas é um romantismo maduro, elegante, com equilíbrio. Quando a criação perde essa maturidade, o conceito se fragiliza.

Outro erro bastante comum é o uso de rosa vibrante demais. O Shabby Chic trabalha com tons suaves, levemente empoeirados, quase como se tivessem sido tocados pelo tempo. Quando você insere um rosa muito intenso, muito saturado, quebra completamente a atmosfera vintage e transforma a proposta em algo moderno demais ou até artificial.

Lembre-se: o Shabby Chic nunca grita cor. Ele sussurra.

Também é frequente o exagero nos elementos decorativos. Rendas demais, flores demais, laços demais, tags demais. Quando tudo chama atenção ao mesmo tempo, nada se destaca. O resultado deixa de ser delicado e passa a ser poluído visualmente. E poluição visual é o oposto de elegância.

Outro ponto de atenção é misturar o Shabby Chic com luxo clássico pesado. Dourados muito intensos, arabescos excessivos, tipografias rebuscadas demais podem levar o produto para um caminho barroco, dramático, distante da leveza que o conceito pede.

É importante entender que esse estilo é leve. Ele é poesia visual. Ele trabalha com memória, com suavidade, com imperfeição charmosa. Quando você tenta torná-lo grandioso demais, ele perde a essência.

É poesia — e poesia nunca precisa de barulho para ser percebida, ela chama a atenção através da sutileza.

Exercício prático

Agora pare e se pergunte:

Sua linha Shabby Chic é mais floral romântica ou mais neutra vintage?
O desgaste aparece como charme ou parece falha?
Seu produto transmite delicadeza ou excesso?

Responder essa pergunta e comparar seu projeto com referências do Shabby Chic (mesmo que de outros segmentos como a decoração, por exemplo) te ajuda a corrigir a rota e se manter no caminho conceitual correto.

Criar no estilo Shabby Chic é entender que o tempo pode ser aliado da beleza. É aceitar que pequenas marcas contam histórias.

Agora que você conhece o Shabby Chic com profundidade, escolha sua paleta, defina sua fragrância, pense na narrativa.

Quando você entende o conceito, deixa de fazer produtos soltos e passa a criar coleções fortes e com enorme potencial de vendas!

E agora eu quero te convidar a aprofundar ainda mais o seu olhar.

Depois de entender a origem, a intenção e a aplicação do Shabby Chic, é hora de treinar percepção visual. Porque conceito não se aprende apenas lendo — se aprende observando.

Para isso, recomendo que você visite o site oficial da criadora que popularizou esse estilo, a designer britânica Rachel Ashwell. No blog dela você vai encontrar exatamente os elementos que traduzem a essência do Shabby Chic: paletas suaves, texturas delicadas, móveis com pátina, composições românticas e aquela atmosfera de poesia visual que falamos aqui.

Acesse e observe com olhar estratégico:
https://www.shabbychic.com/blogs/rachel-ashwell-shabby-chic-couture-official-blog-amp-news

Repare nas cores, na luz, nos tecidos, na sensação que as imagens provocam. Pergunte-se: como inserir esses elementos na minha coleção?

Depois, quero que você veja como esse conceito pode ser traduzido para o universo da cosmética criativa. Lá no meu Pinterest, temos uma coleção completa desenvolvida dentro dessa proposta estética, onde cada escolha — da paleta à embalagem — foi pensada com essa coerência conceitual.

Explore, analise, salve referências e treine seu olhar profissional:
https://br.pinterest.com/peterpaiva/cole%C3%A7%C3%A3o-shabby-chic-2021/

Nos vemos no próximo blog dessa nossa deliciosa jornada pelos conceitos.

Beijuuuuuuuuuuuuu

 

Barra de Sabonetes Specialle de Melancia

Materiais necessários:
Pré-Produção: Melancia


Produção: Parte Branca e Parte Verde

Materiais de apoio:

Modo de fazer:

Pré-Produção: Melancia

Forre a forma de madeira com o plástico e reserve.

Sobre uma base de corte, pique a base glicerinada transparente em cubos e coloque-os em uma panela esmaltada. Leve a fonte de calor até que a base esteja completamente derretida. Em seguida retire da fonte de calor, tampe a panela e deixe esfriar até atingir uma temperatura confortável ao toque das mãos.

Acrescente a essência, o lauril e o extrato misture bem e, em seguida, adicione aos poucos gotas do pigmento vermelho até alcançar o tom desejado, não exagere para que base não perca totalmente a transparência.

Transfira a mistura para uma bacia e misture com auxílio da espátula até obter uma textura semelhante à de um mingau. Nesse ponto, adicione as sementes de maracujá., misturando delicadamente para que fiquem bem distribuídas por toda a barra. Em seguida, despeje na forma.

Aguarde até que esteja fria e firme, desenforme, forre a bancada com um pedaço de papel celofane ou plástico para apoiar a barra. Com a ajuda de um garfo, risque todos os lados da barra e reserve.

Produção: Parte Branca e Parte Verde

Sobre uma base de corte, pique a base glicerinada branca em cubos e coloque-os em uma panela esmaltada. Leve a fonte de calor até que a base esteja completamente derretida. Em seguida retire da fonte de calor, adicione o óleo de coco de babaçu, tampe a panela e deixe esfriar até atingir uma temperatura confortável ao toque das mãos.

Acrescente a essência, o lauril e o extrato, misture bem. Em seguida, divida a base em duas partes. Em uma delas, adicione algumas gotas do pigmento branco e misture com a espátula até atingir uma textura semelhante a um mingau mais fino, levemente cremoso. Pegue a barra que estava reservada e, com o auxílio da espátula, vá cobrindo-a aos poucos, espalhando a mistura de maneira uniforme até formar uma camada por todos os lados.

Depois, repita o mesmo processo com a outra parte da base, agora utilizando os pigmentos verdes.
Adicione algumas gotas de pigmento verde limão e verde folha, misturando bem até obter o tom desejado. Em seguida, com o auxílio da espátula, aplique essa mistura sobre a base que já está com a camada branca, espalhando de maneira uniforme criando assim a camada verde.

Espere esfriar completamente antes de fatiar, está pronto seu sabonete specialle de melancia.

Validade: 6 meses

Modo de usar:
Passe o sabonete sobre a pele molhada, massageando gentilmente em movimentos circulares. Deixe agir por alguns minutos em seguida enxágue completamente com água morna. Repita a aplicação se necessário

Creme Refrescante Estimulante para Pés e Pernas

Materiais necessários:

Materiais de apoio:

  • Panela esmaltada

  • Fogão elétrico

  • Balança de Precisão

  • Becker medidor 150ml

  • Espátula de silicone e colher de inox

  • Bacia Plástica

  • Mixer elétrico ou Fuet

  • Saco plástico para envasar

 

Modo de fazer:

Leve a fonte de calor a panela com 1/2 litro de água mineral e a base croda, até levantar fervura, retire da fonte de calor, acrescente a ureia na água quente, mexendo até que se dissolva por completo. Em seguida, despeje a mistura em uma bacia e acrescente um pouco de água em temperatura ambiente. Para evitar gruminhos e agilizar o processo, bata com um mixer elétrico ou fuet até começar a adquirir consistência cremosa. Com o auxílio de uma espátula, limpe as laterais da bacia. À medida que esfria, a mistura ganhará mais consistência.

Adicione o restante da água e bata novamente até obter um creme totalmente homogêneo. Acrescente então os demais ingredientes líquidos, o nipaguard, o óleo vegetal, os extratos, o mentol previamente diluído no álcool de cereais, o óleo de silicone, a essência e óleo essencial, caso deseje. Com auxílio do mixer ou do fuet misture bem até obter um creme totalmente homogêneo.

Transfira o creme para um saco plástico, feche bem e deixe esfriar completamente.

Com o creme totalmente frio e os potes devidamente higienizados, posicione os potes sobre a bancada ou na balança para envasar. Corte a ponta do saco plástico e preencha os potes, mantenha o saco plástico sempre na posição vertical para evitar vazamentos.

Pronto! Seu Creme Refrescante Estimulante para Pés e Pernas está finalizado.

Validade: 1 ano

Modo de usar:

Aplique o creme sobre a pele limpa e seca, de preferência após o banho. Coloque uma pequena quantidade nas mãos e massageie com movimentos dos pés em direção às pernas, estimulando a sensação de leveza e conforto. Dê atenção especial às regiões mais cansadas, como panturrilhas, tornozelos e sola dos pés.
Deixe o produto absorver completamente antes de calçar sapatos. Pode ser utilizado diariamente ou sempre que sentir necessidade de refrescar e aliviar o cansaço das pernas e dos pés.